A inteligência artificial nas salas de aula e a reconfiguração do trabalho docente
entre automação pedagógica e os riscos de uberização do trabalho docente
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19932993Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Educação, Trabalho Docente, Automação Pedagógica, Uberização, Precarização do TrabalhoResumo
O presente artigo examina as transformações profundas que a inteligência artificial (IA) está impondo ao trabalho docente nas salas de aula contemporâneas, analisando a tensão dialética entre os ganhos de eficiência proporcionados pela automação pedagógica e os riscos estruturais de precarização do trabalho inspirados no modelo de uberização específico da economia de plataformas. A investigação fundamenta-se em pesquisas recentes conduzidas por instituições como Gallup, Walton Family Foundation, RAND Corporation e Microsoft, cujos dados revelam que aproximadamente 60% dos professores da educação básica nos Estados Unidos utilizaram ferramentas de IA durante o ano letivo de 2024-2025, economizando em média 5,9 horas semanais em tarefas administrativas. Paralelamente, a expansão dos modelos de trabalho por plataformas digitais para o setor educacional apresenta contornos preocupantes de desregulamentação trabalhista, transferindo riscos empresariais para os trabalhadores e erosãoando conquistas históricas da categoria docente. O artigo argumenta que a integração da IA na educação requer um marco regulatório que preserve a centralidade do julgamento humano na prática pedagógica, garanta condições dignas de trabalho e impeça a transformação dos educadores em relação aos serviços precarizados subordinados a algoritmos.
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